Câmara discute a situação Guarda Mirim de Montes Claros

A Câmara Municipal realizou nesta quinta-feira (6/6), audiência pública para discutir a situação da Guarda Mirim de Montes Claros (GM). Cerca de 60 jovens participaram do evento, oportunidade em que foram discutidas as dificuldades para a continuação dos trabalhos da entidade. A audiência foi de iniciativa do Vereador Oliveira Lega (Cidadania).

A presidente da instituição e delegada da Polícia Civil aposentada, Maria Neusa Rodrigues, não pode comparecer ao evento por motivos de saúde, mas encaminhou a Câmara, documentos que relatam toda a situação da Guarda Mirim, explicando que Associação Mantenedora da Guarda Mirim, tem o objetivo de amparar adolescentes carentes de recursos financeiros, em situação de vulnerabilidade, contribuindo para a sua disciplina, moral, ética, que fazem deles homens e mulheres de bem.

A GM nasceu em Montes Claros em junho de 1992, época em que do então Prefeito  Mário Ribeiro. Seus sucessores deram continuidade em colaboração nos trabalhos. Em 2013, o gestor municipal suspendeu toda a ajuda e convênios com a entidade filantrópica.

Relatou a presidente que por falta de pagamento de aluguel do imóvel, tendo como locatária a Prefeitura Municipal, a guarda teve que alugar por conta própria um imóvel, que fica localizado na rua Dr. Veloso. Citou que o vereador Lega é  um dos avalistas do imóvel, o que permitiu que os trabalhos não viessem ser interrompidos. "Antes, a GM possuía 80 adolescentes trabalhando no comércio local como aprendizes – atualmente são 73", lembrou.

O documento enviado pela presidente Neuza Rodrigues, mostra que a associação vem arcando com todos os gastos, contanto com doações esporádicas da sociedade. Atualmente a situação se agravou, com a impossibilidade de pagamento em dia até mesmo do salário dos funcionários, pois, o que se arrecada prioritariamente, aplica – se no pagamento dos salários dos aprendizes e encargos sociais.

Decorrente a toda dificuldades, pais e  adolescentes promovem " vaquinha eletrônica", rifas, feijoadas, para que pudesse ajudar parte do gasto, assim como a presidente e conselheiros realizam coleta entre si. Foram encaminhados para o primeiro emprego cerca de 2.386 jovens, sendo que muitos deles possuem curso superior em diversas áreas.

Durante o evento parlamentares questionaram a ausência de representantes do Poder Executivo, Secretário de Desenvolvimento Social, Aurindo Ribeiro,  visto que ser a prefeitura também responsável pela solução da situação enfrentada pela entidade. Os participantes defenderam também os pedidos da Guarda, a  exemplo de apoio da prefeitura com o pagamento de despesas, doação de terreno para construção da sede e a liberação de vagas para encaminhamento dos aprendizes nas empresas.

Estiveram presentes ex e atuais Guardas Mirins, Major Giovane e Major Ribeiro (ambos da Polícia Militar) e o Delegado da Polícia Civil, Jurandir Rodrigues.