Medicina natural é tema de audiência

 

Durante audiência realizada na manhã desta quinta-feira (25/4), a Câmara de Montes Claros debateu  as “Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde (SUS)”. O evento foi proposto pelo Vereador Aldair Fagundes (PT) que está elaborando projeto de lei voltado para o assunto e para ser executado pelo município.

As práticas integrativas foi criada no Brasil em 2006, após aprovação unânime pelo Conselho Nacional de Saúde. Seu o objetivo é implementar tratamentos alternativos à medicina baseada em evidências na rede de saúde pública do Brasil. O SUS já reconheceu 29 práticas diferentes e funcionais a base de plantas, florais, acunpultura, ou seja, remédios homeopáticos.

“Queremos fortalecer a lei e para isso propomos a audiência para ouvir todos os lados e assim elaborar um projeto que atenda todas as demandas”, afirmou Aldair.

 

A secretária de Saúde, Dulce Pimenta, pontuou que a inclusão de práticas integrativas no SUS não é substituir pelos métodos médicos utilizados diariamente. A secretária ainda esclareceu que existe financiamento do SUS voltado para tratamentos fitoterápicos.

Especialista em plantas medicinais, Eurisnele Moreira explicou que “todo medicamento é um remédio, mas que nem todo remédio é medicamento. Até mesmo uma viagem é considerado um tratamento paliativo”. Salientou  Eurisnele que “através de estímulos naturais, os medicamentos homeopáticos podem ser utilizados como coadjuvantes com os alopáticos, especialmente em tratamentos de saúde mental”, afirmou a especialista.

INVESTIMENTO

Pesquisa realizada em Montes Claros, mostrou que 70% da população utiliza plantas medicinais, por ser natural ou por teoricamente não fazer mal à saúde. O estudo mostrou que nem todas as plantas são fitoterápicas. Segundo o engenheiro agrônomo, Ernane Ronie, falta investimento, não somente no uso dos medicamentos fitoterápicos, como também incentivo na produção dessas plantas, principalmente as brasileiras. Grande parte das plantas medicinais utilizadas é de outros países, como a região da Europa, mas que adaptaram ao solo brasileiro. “Os próprios agricultores da região podem produzir essas plantas de forma natural e saudável para população”, disse o engenheiro.

No Norte de Minas existem três bacias com dois biomas crescentes desse tipo de produção. O terapeuta holístico, Honório Dourado, ressalta que falta interesse em pesquisar o assunto e que para o tratamento acontecer de maneira eficaz, é necessário conhecer o indivíduo como um todo, inclusive a energia que cada ser transmite. “Temos 685 plantas nativas que podem ser utilizadas como medicamentos. Essa prática reduz gastos do SUS e do município, pois o remédio vem da própria terra”, finalizou.

Outro assunto abordado foi a necessidade de capacitar médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, profissionais em geral para trabalhar com os diversos tipos de medicina alternativa.

Assessoria de Comunicação

Câmara Municipal de Montes Claros