Copasa e Cemig garantem investimentos para Aparecida do Mundo Novo

Copasa e Cemig garantem investimentos para Aparecida do Mundo Novo  Ascom/CMMC

“A realização de audiências públicas apresenta-se como instrumento do diálogo visando buscar soluções para demandas latentes nas comunidades”, afirma o vereador Rodrigo Cadeirante (Rede), que liderou, na noite desta quinta-feira (14), uma série de denúncias coletivas que pesam contra a Cemig e Copasa, em Aparecida do Mundo Novo, Distrito de Montes Claros.

O exercício de cidadania e palco para coleta de informações foi a sede da associação dos moradores, que ficou lotada pela população, representantes das concessionárias, da Prefeitura e Câmara Municipal. De acordo com Rodrigo, são centenas de reclamações  das comunidades de Eduardos, Ribeirão do Ouro, Canabrava, Degredo.

“Eu não vou me calar até que tudo se resolva. É inadmissível o que vem acontecendo como a queima de geladeiras, perda de leite, prejuízos nos comércios. Quanto à Copasa, o compromisso assumido de levar água para o consumo humano. Corriqueiras cobranças  apresentadas que precisam de respostas”, diz Cadeirante.

O que diz a comunidade

A comunidade clama por celeridade nas execuções das obras, pede a implantação do saneamento básico, mais agilidade no atendimento das demandas. Há moradores que ficam até dois dias à espera de atendimento para consertos na rede elétrica.

Prejuízos incalculáveis como a realização de casamentos à luz de velas pela falta de energia. Escolas sem aulas por falta de água, suspensão de eventos, perda de polpas frutas e insegurança, pois caso haja um assalto a Polícia pode demorar a chegar ao local, pois se falta energia, não tem telefonia.

Aparecida está dentro de uma importante bacia leiteira. Há produtores que produzem três mil litros de leite por dia e queremos ampliar para cinco mil, mas não é possível por causa da energia que a Cemig oferece.

“Nós da comunidade tínhamos receio da vinda da Copasa para cá. Passado o tempo, dissemos sim. Depois que aceitamos achávamos que não iriamos mais sofrer com a falta de água. A nossa espera já passou de um ano. Estamos sem poço e estamos pegando água na casa de quem tem caixa d'água. O dessalinizador quebrou e a Copasa tirou daqui. Quando chove, a enxurrada joga água suja em cima do poço. Prejudicial a nossa saúde. Pagamos caro e não temos o serviço que merecemos. Por isso incentivo a todos a reclamar”, diz Maria Francisca Coelho Veloso, Presidente da Associação de Moradores de Aparecida do Mundo Novo.

Eduardo Rogério de Oliveira, auxiliar de serviços básicos do Estado, denuncia que a população do Distrito triplicou e a Cemig não acompanhou a evolução. Ele é uma das seis vítimas que teve uma geladeira queimada em decorrência dos piques de energia.

O morador disse ainda que a Copasa tirou o dessalinizador sem avisar a comunidade e indagou: “vocês tem noção da água que bebemos?”.

O advogado Vitor Athayde, representou os moradores de Eduardos e explanou que os direitos básicos orientados pela Constituição Federal estão sendo violados. Ele questiona sobre o ressarcimento de equipamentos queimados por causa da falta de energia.

“O custo fica alto. Pegar uma geladeira, por exemplo, e levar a uma autorizada em Montes Claros tem gastos que, muitas vezes, não compensa. E ai o morador acaba pagando do próprio bolso o conserto do bem, que é adquirido com muito suor e dificuldade. Convoca a comunidade a reclamar pelo 116.

Cemig investe na rede elétrica

O gerente de relacionamento da Cemig, Carlos Augusto Alencar, esclareceu que a Companhia está fazendo manutenção na rede e, por isso, alguns percalços têm ocorrido. Ele disse que em 2017, foram 13 registros de interrupções no serviço e já, em 2018, foram 17.

“Houve um crescimento nas ocorrências, mas as melhorias virão em breve. Entre 2017/2018 foram investidos R$ 200 mil em inspeção na rede, limpeza de faixa, troca de equipamentos, dentre outros. Entendemos em períodos de festas o consumo aumenta e tem acontecido diversas quedas, mas a rede de Aparecida passa por manutenção. É necessário desligar a rede para as obras. Talvez tenhamos falhado na comunicação em não avisar a população sobre as nossas ações. Desde 2016 há um projeto em andamento que tem prazo para finalizar em dezembro de 2019, se não tiver atraso como embargos. O total da obra é de R$ 4,524,810.38 milhões. Desse valor, R$ 1,600 milhão é somente para Aparecida e com isso as festas não terão mais problemas, nem os produtores rurais”, garante Carlos, que ainda convoca a população a usar o serviço 116.

“Todas as denúncias devem ser feitas para que possamos melhorar a oferta do serviço. Sobre os aparelhos queimados, ele pede os clientes procurem uma agência da Companhia para fazer o protocolo e solicitar o ressarcimento”, finaliza.

Carlos finalizou alegando que a partir da audiência pública será produzido um Relatório a ser enviado a chefia da Cemig para providências.

Copasa

O projeto de concessão do Município para a Copasa atuar em Montes Claros foi aprovado pela Câmara Municipal em julho do ano passado. Para a gerente regional da Copasa, Mônica Ladeia, o compromisso que a Copasa fez com a comunidade está sendo cumprido, pois o convênio foi firmado somente em outubro de 2018. O distrito de São Pedro das Garças foi escolhido como piloto por não ter redes danificadas. Agora ainda faltam nove localidades e Aparecida está entre elas.

“A Copasa trabalha com metas e não tem como fazer todo o serviço de uma só vez. Já fizemos um processo completo que abrange Aparecida do Mundo Novo, Vila Nova de Minas, Santa Rosa de Lima, São Pedro das Garças, Lagoinha, Ermidinha, Miralta, São João da Vereda e Canto do Engenho. Em Aparecida tem uma especifidade que é relevo. O distrito conta com 1,1 mil metros de rede e o terreno é irregular. Todos os projetos já foram feitos e a licitação deve sair em breve. O valor total das nove localidades é de R$ 6,729,510.00. Somente em Aparecida são R$ 1,075,324.29 na revisão de toda a rede”, diz a gerente.

Sobre o poço, ela acredita que pode ter havido falta de comunicação. Mas a Copasa assume Aparecida somente, em dezembro de 2019, data constante no acordo firmado.

Conforme o engenheiro da Copasa, Helder Garibaldi, em 45 dias os moradores já terão acesso ao sistema clorando.

O esgoto questionado pelos moradores, Mônica alegou que é outro projeto, que tem prazo para dezembro de 2020, e que agora é água é prioridade.

Solução imediata

Enquanto a Copasa não assume o serviço, mesmo não sendo responsabilidade da concessionária, o poço artesiano desativado voltará a funcionar por meio de uma parceria da Companhia e Secretaria de Agricultura é o que afirma Osmani Barbosa Neto, chefe da pasta. Ele propôs liberar uma peça que o dessalinizador volte a funcionar.

Marcos Nem (PSD), presidente da Câmara enaltece a importância da audiência que representa a democracia participativa e espera que haja melhorias com urgências. O vereador reforça que a Casa Legislativa também será combativa na busca de ações para  proporcionar mais qualidade de vida à comunidade. 

Confira a cobertura fotográfica

Assessoria de Comunicação
Câmara Municipal de Montes Claros