Vereadores cobram melhorias para o mercado municipal

A situação do Mercado Municipal Christo Raeff voltou a ser pauta na Câmara de Montes Claros. Além da reforma urgente no local, os parlamentares apontaram as reivindicações dos comerciantes. O mercado é um dos principais pontos turísticos da cidade e possui cerca de 250 feirantes.

O Vereador Valdecy Contador (PMN) denunciou a falta de segurança durante a noite e pediu vigilância 24h. Segundo ele, a fiação externa do Mercado foi arrancada e os comerciantes ficaram sem energia elétrica.

“É preciso que a Prefeitura faça um projeto elétrico no local. Basta uma volta para percebermos fios caídos e expostos, se algo não for feito com urgência o local poderá pegar fogo”, alertou o Parlamentar.

O Vereador Doutor Valdivino (MDB) afirmou que a água do Mercado está imprópria para consumo: com mau cheiro e cor escura.

“Tem sete anos que não fazem limpeza na caixa d’água do Mercado Municipal, sendo que os comerciantes precisam para consumo próprio e usada para o preparo dos alimentos vendidos no local”, destacou Valdivino.

O Vereador ainda salientou que toda última terça-feira de cada mês é realizada uma limpeza no Mercado e que os comerciantes são obrigados a fechar as portas durante o horário comercial. Ele entende que a limpeza deve ser feita a noite ou no domingo, quando o local não estiver em funcionamento. Além de afetar o turismo, diminui as vendas o que afeta os negócios da cidade.

Sobre as reclamações apresentas, Osmani Barbosa Neto, secretário de agricultura, esclarece que é impossível fazer a limpeza em período noturno, pois não há servidores disponíveis no período noturno. Referente a caixa d’água, o secretário garante que o problema será resolvido, em breve.

“Desde que assumimos a Pasta esta é a primeira vez que limparemos a caixa d’água, pois dependemos de terceiros para fazer o serviço. Os Bombeiros ajudarão com escada e com profissionais capacitados. Além disso, estamos reformando toda a parte hidráulica e terá a instalação de um filtro purificador. Finalizando essa parte, concluímos a limpeza”, afirmou Osmani.

RESTAURANTE POPULAR

Outro assunto debatido na Câmara, foi o Restaurante Popular que está fechado há dois anos. Diariamente em torno de mil refeições eram servidas em bandejões, acompanhadas por suco ou sobremesa, que variava entre frutas e doces. A este respeito o Vereador Valdivino comentou que o  Restaurante Popular virou abrigo para os moradores de rua.

“As panelas foram roubadas e todo os utensílios da cozinha também. Vamos pedir uma concessão para que alguma empresa possa prestar o mesmo serviço que o município prestava, tem dois anos que o mercado está fechado”, finalizou o Parlamentar.

O Secretário de Desenvolvimento Social, Aurindo José Ribeiro, explicou que o local foi totalmente saqueado pouco tempo depois da desativação.

Foi feito um levantamento do que restou.

“Só conseguimos recolher alguns sacos plásticos e embalagens abertas de marmitex. Tudo já havia sido levado. A nossa preocupação foi esvaziar o local e fechá-lo com segurança para evitar, por exemplo, risco de incêndio", explicou Aurindo.

Ele esclarece que o funcionamento do restaurante não seria inviável. Mesmo com a terceirização do serviço, já que prefeitura teria que entrar com uma contrapartida muito alta e, hoje, o município já dispõe do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), que atende uma média de 70 pessoas em situação de rua, oferecendo almoço e jantar todos os dias.

Outro serviço de assistência às pessoas em vulnerabilidade social é a Casa de Passagem.

Há previsão de construir outra na Vila Oliveira que irá atender, pelo menos, 60 pessoas por dia.

Sobre a cessão do prédio para exploração de terceiros, o secretário informou que não existe nenhuma proposta. E mesmo se houver, seria preciso discutir a viabilidade e ter a autorização não só do município, mas principalmente do Ministério de Desenvolvimento Social.