Câmara pede volta do Fumacê para eliminar o Aedes Aegypti

Câmara pede volta do Fumacê para eliminar o Aedes Aegypti Ascom/CMMC

A população de Montes Claros cobra mais ações de combate ao Aedes Aegypti. Mesmo com a realização de ações durante a Semana Nacional de Combate ao inseto, ocorrida em novembro, pela Secretaria Municipal de Saúde de Montes Claros (SMS), a cidade está em alerta, desde 2018, sobre a possível infestação do mosquito. A população pede ajuda a Câmara para providenciar melhorias para a comunidade.

“Tenho recebido queixas de várias pessoas e, principalmente da área do bairro Maracanã sobre o excesso do mosquito em lotes vagos cheios de entulhos. Moradores cobram a volta do ‘Fumacê’, que passava pelas ruas da cidade espalhando o veneno para eliminar o mosquito. Esse serviço era muito eficaz e infelizmente não é muito utilizado pela prefeitura”, conclui o vereador Wilton Dias (PHS).

O que diz o CCZ

Segundo o diretor de Vigilância em Saúde Montes Claros, Aluízio Cunha, o índice de infestação do mosquito na cidade é de 3,5 considerado médio risco; e os bairros mais afetados são: Santo Antônio, Eldorado, Vila Anália, Village do Lago e Ibituruna, dentre outros.

“A população tem que fazer a sua parte. A recomendação é de que as pessoas fiquem em alerta e cuidem das residências, evitando usar caixas d’água sem tampa, latas, garrafas, pneus e outros objetos ao ar livre e que possam acumular água, limpar calhas, ralos e retirar os pratinhos dos vasos de plantas, pedir aos vizinhos que também limpem suas casas, pois são doenças que podem levar ao óbito e todo cuidado é importante”, disse o diretor.

Sobre o retorno do Fumacê, o diretor explicou que a utilização desse recurso é para casos específicos.

“Este equipamento é utilizado no combate ao mosquito culex (muriçoca) e não somente para o Aedes da dengue. De acordo com as reclamações da população que chegam ao CCZ, programa-se a utilização do fumacê, que inclusive, já está sendo utilizado na cidade, desde o final do mês de novembro, dentro de uma programação elaborada pelo setor”, afirma.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a cidade registrou até o agosto de deste ano, 858 notificações de dengue, 314% a mais que os 207 ocorridos no ano passado com previsão de números ainda maiores tendo sob investigação de 489 casos da doença e a chegada das chuvas e aumento da temperatura que oferece as condições ideias para a proliferação do Aedes aegypti é o agente causador da dengue, chikungunya e zika.

Boletim Epidemiológico

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) divulgou o último boletim epidemiológico, no dia 04/12, Foram 26.721 casos prováveis (casos confirmados + suspeitos) de Dengue no Estado. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas (21/10/2018 a 17/11/2018) sete municípios estão com incidência média de casos prováveis de dengue como: Mato Verde(186,78%), Mirabela (109,28%), Unaí (151,23 %), Mamonas(150,97%), Icaraí de Minas (168,99 %); nenhum com incidência muito alta ou alta, 195 municípios estão com baixa incidência e 651 municípios estão sem registro de casos prováveis.
O aumento no número de casos prováveis de dengue, observado em outubro e novembro de 2018 quando comparado com 2017, pode ser explicado pelo desabastecimento de kits para diagnóstico laboratorial. Este aumento não é verificado para os casos notificados.

Em 2018, até o momento, oito óbitos foram confirmados por dengue, residentes nos municípios de Araújos, Arcos, Conceição do Pará, Contagem, Ituiutaba, Lagoa da Prata, Moema e Uberaba. Há 13 óbitos em investigação para dengue.

Em relação à Febre Chikungunya, Minas Gerais registrou 11.697 casos prováveis da doença, concentrados na região do Vale do Aço. Até o momento, foi confirmado um óbito por Chikungunya no município de Coronel Fabriciano em 2018; há dois óbitos em investigação. Já em relação à Zika, foram registrados 163 casos prováveis da doença em 2018, até a data de atualização do boletim.

Assessoria de Comunicação
Câmara Municipal de Montes Claros